sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Do Contra

Muita gente já veio me perguntar a respeito do porquê eu sou contra a vitória do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Sendo assim, resolvi escrever alguns motivos próprios, tanto sociais quanto econômicos explicando toda a minha opinião. Aqui vão eles:

1- Países em desenvolvimento não devem sediar eventos esportivos;
Uma olímpiada ou uma copa do mundo atrai investimento a uma cidade. Ninguém quer sair mal na foto. Porém, é somente a UMA cidade. Os cofres públicos do nosso país mal servem para melhorar hospitais ou escolas, imaginem uma olímpiada. Um investimento a longo prazo necessita ou de um corte de gastos ou de uma aceleração econômica compatível com o investimento. Não somos máquinas para gastarem o dinheiro de nossos impostos em estádios ou piscinas olímpicas. O Brasil está muito longe de ser um país que tem a capacidade de distruibuir 40 bilhões de reias em lazer ou marketing global.
2- "They Pay. We play.";
Uma campanha de um grupo de manifestantes de Chicago elaborou esta frase com o intuito de convencer Barack Obama a não seguir com a campanha da cidade para sediar as Olimpiadas de 2016. Parece que as vacas magras também andam aparecendo por lá. Se você pensar um pouco mais, as Olímpiadas nada mais é do que um Campeonato Mundial financiado por um país para que todos os outros participem. É como uma festa onde o anfitrião paga tudo para seus convidados (mais bem preparados) desfrutemde medalhas e mais conquistas esportivas.
3- Olimpiada chama responsabilidade esportiva;
A China é um grande exemplo desta obrigação. Sendo a economia que mais cresce no mundo atualmente, a China resolveu sediar as olimpiadas de 2008 somente com intuito de "exaltar" as façanhas chinesas. Nada mais correto para um país que ainda possui traços comunistas e características de uma nação subdesenvolvida mas mesmo assim consegue atingir um crescimento exorbitante. A melhor conclusão que podemos tirar foi que a China sediou as Olimpiadas porque tinha a certeza absoluta que não deixaria a "festa" para estrangeiros. Ela foi preparando seus atletas, das mais diferentes modalidades, por um longo período de tempo. Caso o Brasil ganhe a eleição, os treinamentos e investimentos esportivos deveriam começar a partir de agora afim de melhorar o desempenho tão discreto dos nossos atletas. Adivinha quem paga por isso?

Acredito que estes três tópicos exaltam meus motivos principais e explicam pelo menos o básico de minha opinião em relação a isso tudo. Olimpiadas são "festas para a elite". Sendo assim devem ser realizadas por pessoas "da elite". Infelizmente nosso país ainda não chegou lá. Quem sabe algum dia isto se torne realidade.


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Que país é esse? [2]

E o Limoeiro volta de novo, com as mesmas características de sempre. Agradecimentos ao nosso querídissimo Luis e à sua incrível capacidade de estar longe do país em momentos críticos. Isso me gera indignação e raiva, mas ao mesmo tempo um certo alívio por ter uma cabeça tão descente a ponto de negar qualquer tipo de apoio a um governo mau estruturado.
O real motivo de minha indignação (e também da volta dos artigos) é a incrível palhaçada aque acabei de presenciar a alguns minutos atrás. A suspeita de fraude do novo ENEM com certeza foi algo impactante para a maioria de nós, estudantes. Justo no novo ENEM!
Quando soube da notícia do cancelamento da prova neste fim de semana fui logo tentar encontrar respostas ou justificativas para tal ação do governo. Entrei no site da Globo e me vi frente a um video onde o Ministro da Educação "tentava" dar explicações perante ao transtorno. Assisti a entrevista por cerca de 7 minutos e tudo o que pude reparar foi um "enrolation" proposital e bárbaro, digno de dar belas risadas pra quem realmente quer tentar achar alguma resposta. Tudo que consegui tirar de conclusões foi que a nova prova será lançada como "simulado" para os alunos e que já esta sendo encaminhada uma possível elaboração de outra prova.

Enquanto isso, justamente quando todos os problemas do mundo parecem convergir para um mesmo ponto verde e amarelo, nosso querido Luis está lá em Copenhague brigando para as Olimpiadas de 2016. Um ufanismo besta digno de um governo de idiotas sem um pingo de noção ou vergonha na cara. Parabéns Brasil, parabéns Lula, parabéns a todos os nosso grandes senadores que tudo o que fazem é viajar por ai com o dinheiro da minha família e também da sua.

Que país é esse? É a porra do Brasil, infelizmente.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Crítica: A Onda (Die Welle)

Um filme muito interessante, com uma abordagem interessante sobre um assunto polêmico e... interessante. Mostra mais uma vez que os melhores filmes no quesito conteúdo se encontram ainda na Europa (Salvo raras exceções holywoodianas como Cheque Mate ou O Gângster). Mas parece que o cinema europeu consegue retratar bem certos assuntos diferentes, que envolvem o cotidiano mas ao mesmo tempo um certo clima surpreendente. Com A Onda (Die Welle) não é diferente.

O filme retrata uma história real sobre um professor que decide mostrar aos seus alunos como funciona uma autocracia. Utilizando então seus alunos como uma comunidade, o professor Wenger se elege líder desta e passa a governar uma "ditadura" dentro da classe, tudo com fins educativos. Mas a coisa vai longe demais...

Para entender bem o filme é necessário olhar para as entrelinhas das cenas. Desde a interpretação dos personagens e até mesmo da forma como se vestem, falam e realizam suas ações. O modo de como o tema "ditadura" é abordado é impressionante, tanto pela atuação do ator que faz o professor quanto pelo próprio clima em si.

O que fica mais explícito é de como a ditadura está encravada nas raízes de muitos povos do globo. Há uma totalidade de pessoas que a criticam, mas ao mesmo tempo parece ser a única utopia do sonhos de qualquer chefe. Vale a pena assistir!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

2012

Esta madrugada estava eu conversando com meu amigo Fleck sobre todas estas viagens que vem aparecendo por ai nos últimos anos. Sobre o fim de calendário maia de 5200 anos em 2012, que aconteceria exatamente no dia 21 de dezembro. Este foi meu primeiro contato com essa "mania 2012". Depois fui lendo e pesquisando um pouquinho mais, e com a ajuda do Fleck, descobri que existem um zilhão de coisas que se encaixam e que tem a ver com este 2012.

Mas esse é o vício do homem. Mistério, conspiração, o inimaginável. Somos dotados de uma imaginação tão fascinante e amendrontadora que se somada com a curiosidade sobre o desconhecido ou até mesmo o medo podemos ser levados a crenças e outros assuntos mirabolantes. É normal tudo isso. A nossa mente é assim e até ninguém conseguiu explicá-la, muito menos eu.

O que tento apontar aqui é que são tantos fatos, notícias e explicações que vêm até nós que é difícil filtrar de todos os acontecimentos. E muitos fatores podem contribuir para uma informação tornar-se "exagerada" ou até mesmo diferente da original. Quem conta um conto aumenta um ponto e também não preciso falar da enorme necessidade do homem de relatar fatos de uma maneira mais emocionante do que a anterior.

A respeito disso tudo, existe muita coisa que não passa de simples especulação ou até mesmo invenção, transformada e manipulada por várias bocas a mais ou menos 3 mil anos. O que eu posso dizer que acontecerá em 2012 é que eu me formarei em engenharia elétrica e que será mais um ano na história da humanidade. Rumo ao 2013. Ponto.