Mais uma vez eu sinto o Vazio. A necessidade de preencher algo que está sempre exposto ao sentimento da maior áurea de todas. O Vazio me define como uma pessoa capaz de tentar suportar toda a sua existência. Um buraco negro no meio do peito que se faz com memórias e pensamentos outrora vividos por duas mentes que se conectavam. O Vazio é um fruto de algo que não se encontra no seu estado normal, no seu estado habitual. Não passa de um buraco feito por um bando de lembranças que se desprendem pelo fator do tempo. Lembranças que embora se solidifiquem no frio da manhã, mesmo assim deixam a sua queimadura, junto com a falta da vivência de cada uma das emoções congeladas pelos períodos do tempo. Tudo isso se manifesta de uma vez só, na forma de uma aflição concatenada que supera a maior de todas as expectativas e transforma todo o ambiente em uma semente de total aflição, quando sentida pela parte mais sensível da alma. Mais uma vez eu sinto a sensação da queimadura sensível que aumenta à medida que meu passado começa a tomar conta de minha mente, de toda a minha alma. Me revela coisas que outrora eu ainda não tinha percebido. Que todo o contato, toda a necessidade de encontro e de emoção algum dia podia ser mais raro que o maior de todos os diamantes. Eu sinto a necessidade de comprar a Joia da Convivência sempre quando a Solidão adentra à minha porta e me faz sentir todo aquele calafrio do Passado que se torna mais uma Memória na mente confusa, desentendida. Acabo virando um bando de cores, de lembranças que talvez, algum dia, formarão tudo aquilo que me forma, me transforma, num ser dependente de todas as emoções que jamais voltarei a sentir enquanto estiver andando por ruas que não pertencem aos mesmos pés no qual beijei, aos mesmos pés no qual me importei alguma vez na vida.
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