Extraterrestres, religião, deuses, fantasmas... Pseudociência. Muitos dos sites que relacionam ceticismo ou agnosticismo parecem pregar fortemente diversas matérias sobre os mesmos assuntos. Há uma infinidade de material na internet onde você encontrará:
- Notícias sobre extraterrestres;
- Notícias sobre extraterrestre sendo comentadas;
- Notícias comentadas sobre extraterrestres sendo desmitificadas;
- Fotos de fantasmas;
- Fotos de fantasmas sendo desmitificadas;
- Milhares de coisas sobre pseudociência sendo comentadas fortemente;
E eu me pergunto: Por que tudo isso? Será que todos os céticos da internet sentem uma necessidade de comentar assuntos que não possuem embasamentos científicos? Seria este o único objetivo do cético, comentar assuntos que ele não acredita, divulgar ainda mais matérias sobre pensamentos fúteis e crendices de cárater duvidoso? Faço todas estas perguntas por que particularmente discordo do ponto de vista de muitos céticos e "defendedores da verdade" que circulam pelo mundo virtual. Dezenas de websites "céticos" nada mais são do que um monte de comentários sobre UFO's, Fantasmas e idéias banais mais do que batidas sobre religião. A real comunidade cética parece não se despertar dentro do âmbito da Internet. O real conteúdo e a definição de ceticismo parece passar longe de matérias e artigos que orgulhosamente se dizem céticos.Onde está a Ciência de verdade? Será que para ser cético é realmente necessário comentarmos "religiosamente" assuntos de caráter pseudocientífico?
Para tentar ilustrar o pensamento, Richard Dawkins em "Deus, um delírio" já no prefácio do livro questiona a posição de várias pessoas que se dizem atéias. Para isso, ele utiliza do genial jargão "Sou ateu, MAS...". Na língua portuguesa, o MAS é um conector que nos permite transmitir uma idéia "oposta" ou "o outro lado da moeda" de um determinado assunto. Dawkins utiliza desta propriedade da comunicação da escrita para tentar ilustrar a idéia de que muitos defendedores e praticantes do ateísmo, e isto também vale para todo o ceticismo de uma maneira geral, possuem sempre algum outro ponto de vista sobre o que realmente é ser ateu (ou cético),e tudo isso acaba por distorcer a real definição da palavra. Ou ainda pior, acabam por tornar a prática do ceticismo como sendo somente uma caça infinita à assuntos mirabolantes ou a polêmicas que todo mundo gosta de ouvir em uma roda de debates. O ceticismo e a ciência estão intimamente ligados em qualquer conteúdo que fale a respeito de um ou do outro, mas não é isso o que acontece em sites por aí.
Experimente teclar no Google a palavra "ceticismo" e você encontrará milhares de sites falando de assuntos assustadores, grandes mistérios da humanidade, mas dificilmente algum deles lhe mostrará uma real matéria sobre ciência. É o que está faltando para a internet. A geração de conteúdo dentro da web marca uma série de palavras que usamos para buscar a infinita quantidade de informação disponível, e a imensa quantidade de assuntos que envolvem ufologia, criptologia ou paranormalidade com a palavra "cético" é tão imensa que acaba por transformar a própria definição da palavra. Ser cético torna-se sinônimo de uma pessoa chata, questionadora, que só fala de assuntos de dupla opinião. Ser cético é muito mais que isso. É abraçar a ciência e a fundametar-se em pilares confirmados dentro do âmbito da física, da biologia e das demais ciências de verdade. Se você só questiona, argumenta e fala dos mesmos assuntos e de fato não aplica ou ne conhece a ciência de verdade, sinto muito, mas você só está aplicando uma pequena fração do que é o ceticismo.
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