domingo, 6 de novembro de 2011

Society [1]

    Talvez este seja somente um post isolado, ou talvez ele se transforme em mais um série de posts, e quem sabe até um bloco dentro do Limoeiro. 

   Hoje eu escrevo sobre uma coisa que talvez incomode muito internauta por ai. É sobre a sociedade em si, o século XXI e esse aninho de 2011 pesado pra caramba. Muitos que lerão isso provavelmente se encaixarão na mesma posição dentro da hierarquia da sociedade. Afinal, quem é jovem entre 18 e 24 anos, não-religioso, internauta e utilizador do Pirate Bay com certeza já teve algum vislumbre do mesmo pensamento que será registrado nestas linhas em diante. 

   Você, nascido nos primórdios da década de 90, jogador de Super Nintendo, fã no Beakman e com um temor apavorante do Fofão, o que você acha dos dias de hoje? Desde que eu comecei a frequentar a internet em níveis absurdos de horas por dia, eu me deparo com uma quantidade cada vez maior de pessoas que de fato pensam e apreciam as mesmas coisas que eu. Eu encontro gente que gosta de música de verdade, que ri de piadas vintage e que não consegue entender por quê nos dias de hoje as crianças estão ficando cada vez mais adiantas na vida sexual e cada vez mais estúpidas em todos os outros fatores culturais que você for capaz de lembrar. O que será que aconteceu com a geração 2000

    Acredito que seja normal quando uma geração que se depara com a sua geração sucessora entre em uma espécie de choque cultural e fique pasma com as atitudes dos nossos queridos "futuros do Brasil". A única diferença é que a geração 2000 acabou avacalhando no quesito de deixar chocado gente que é mais velha. Talvez seja a internet, talvez não, mas o fato é que quem nasceu em 90 vê a infância de hoje sendo consumida por imbecilidades que beiram a libertinagem total. Vemos pais desmiolados sem nenhum poder de comando, crianças chorando e tendo chiliques frenéticos por outras crianças famosas, pré-adolescentes com cérebros de esponja absorvendo coisas fúteis e promíscuas pelo fato de serem as atitudes mais freqüentes e mais fáceis de serem encontradas. É muito mais fácil escutar uma música e retocar o figurino religiosamente do que ler um bom livro. O caminho é sempre o de menor impedância e os seres dos hormônios à flor da pele de hoje em dia optam pelo lixo cultural mais abundante, porque ele se espalha mais rápido e por que não é necessário ter mais do que 2 neurônios para começar a apreciá-lo.

    Talvez seja por isso que pessoas como eu não curtem Bieberzinhos da vida, calça coloridas ou frescuras de um bando de pré-adolescentes de shopping centers. Nós fomos formados em uma sociedade em que o pensamento talvez tenha sido um pouco mais trabalhado, pois a informação que nos era disponível era muito mais lenta do que a de hoje em dia. Possuímos um senso crítico mais desenvolvido não só pelo fato de já sermos mais velhos, mas também porque vivemos a nossa infância e a nossa pré-adolescência muito mais isolada das informações de hoje. Nós fomos criados em uma fase de transição onde a internet começava a dar os primeiro passos rumo à web 3.0. 

    Enfim, para buscarmos alguma coisa, nós precisávamos pensar mais. Quem sabe esta não é a real chave de tudo, de que as mentes do passado criavam e cresciam de maneira mais saudável pelo fato de conseguirem, com um ajuda do meio, um certo foco mais aprimorado. Espero um dia eu estar errado. Espero que um dia venha um adolescente de 16 anos e cuspa em cima deste meu texto com um texto argumentativo muito melhor, mostrando que de fato nós da década de 90 não seremos a última geração com bom-senso. 

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